A terra sadina é conhecida largamente pelo característico povo piscatório, pela beleza do património natural e edificações históricas de grande valor. Enquanto isso, a gastronomia setubalense ganha lugar de destaque de ano para ano, mas há sempre curiosidade em perceber o passado. Neste caso, o foco são os citrinos setubalenses.
Para os interessados no tema, vai decorrer, a 15 de novembro, sábado, uma palestra sobre as laranjas e limões de Setúbal, no Museu de Setúbal/Convento de Jesus. Com início às 15 horas, o tema principal é a divulgação de “informações pouco conhecidas sobre a produção e o comércio” dos frutos durante o século XIX, revela a câmara municipal em comunicado.
O encontro “Citrinos em Setúbal — A produção nas décadas de 50 e 60 do séc. XIX, segundo dados de J. C. de Almeida Carvalho”, conta com as participações de António Serra e Marisa Duarte, numa organização da Câmara Municipal de Setúbal, no âmbito do ciclo de Palestras do Museu.
Os dados recolhidos pertencem, então, a João Carlos de Almeida Carvalho, “natural de Setúbal, estenógrafo, político, jornalista, advogado e investigador da história local, foi um apaixonado pela cidade e pela sua divulgação”.
“O encontro pretende dar a conhecer dados compilados nas notas do investigador referentes à alfândega de Setúbal na 2.ª metade do século XIX, com valores de produção e de venda das laranjas e limões nas diferentes freguesias”, pode ler-se na mesma nota.
Já os palestrantes, afirmam que “não se trata de um estudo exaustivo, mas de uma análise comparativa das produções e da evolução dos preços ao longo dos anos”.

