Segunda-feira, 23 Março 2026
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IHRU já está a construir mais 48 habitações sociais em Setúbal

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A construção das primeiras 48 habitações de renda acessível, das 1000 prometidas pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), já são uma realidade. O presidente da Câmara Municipal, André Martins, visitou a obra no dia 22 de julho e conferiu que estão a ser feitas as fundações no local.

Com a presença do presidente do IHRU, Benjamim Pereira, e da vereadora do Urbanismo na autarquia, Rita Carvalho, o presidente da Câmara esteve na obra em curso na Avenida Júlio Santos, a nordeste do Parque Verde da Bela Vista, onde estão a ser feitos dois blocos de quatro andares, com um total de 48 habitações das tipologias T1, T2 e T3.

Este projeto integra a Estratégia Local de Habitação do concelho de Setúbal, apresentada em 2020 pelo Município à então secretária de Estado da Habitação, Ana Pinho, com um estudo urbanístico para ocupação dos terrenos do IHRU com construção de habitação por parte do instituto e da Câmara Municipal, em áreas que lhe foram cedidas.

André Martins, durante a visita, afirmou que “vai haver mais obras” no sentido de criar as condições para que a população de Setúbal “tenha habitações condignas”. Com este pensamento, cada casa vai ter um lugar de estacionamento na cave, dotado de ponto de carregamento para automóveis elétricos. Já o exterior dos prédios vai contar com uma zona comunitária com parque para crianças e zonas verdes.

“É com muito gosto que nós recebemos o senhor presidente e a delegação do IHRU, numa altura em que já estão a decorrer as obras da nova construção. Têm vindo a ser desenvolvidos os projetos para agora já estarmos com obra no terreno”, disse o autarca.

Já o presidente do IHRU mencionou que um dos edifícios, que representa um investimento muito próximo dos oito milhões de euros, estará concluído “a partir de meados do próximo ano” e que “dentro de poucos dias” será feita a consignação de um novo empreendimento com 160 fogos.

Na mesma intervenção, Benjamim Pereira ainda considerou a habitação acessível “é fundamental, principalmente para os casais jovens e para a fixação de população”, mas sublinhou que a componente social “também é muito importante” por se dirigir a “pessoas que não conseguem atingir os rendimentos necessários” para terem uma habitação.

“Não podemos permitir que haja um descontrolo do ponto de vista da ocupação do território. Estou a falar em concreto daquilo que está mais na ordem do dia, que é o aparecimento de barracas”, terminou.

A obra começou há cerca de três meses e o plano já sofreu alterações “que não estavam inicialmente previstas”, com um ensaio geológico feito no local. Este revelou que eram necessárias algumas vigas de fundação para suster o solo, sendo que, até ao momento, já foram colocadas 240 estacas.

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