O presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, Francisco Jesus, pediu, no dia 18 de junho, uma reunião urgente com a ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, e com o ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, com o objetivo de pedir uma maior presença de GNR e Polícia Marítima nas zonas balneares da vila.
Esta solicitação acontece num momento em que, segundo a autarquia sesimbrense, existem “muitos tumultos” provocados por jovens, o que, por sua vez, está a causar um efeito de insegurança nos moradores e de quem visita o concelho para usufruir das praias banhadas pelo oceano Atlântico.
“A vila de Sesimbra tem registado, com crescente frequência, situações que colocam em causa a tranquilidade e a ordem pública, com especial incidência nas zonas balneares e na própria malha urbana. Os relatos de desacatos e tumultos provocados por grupos de jovens são recorrentes, sobretudo no acesso à praia, na própria praia e nos transportes públicos, tanto em horários diurnos como noturnos, num cenário agravado pela perceção generalizada por parte da população e dos visitantes de ausência de forças de segurança no terreno”, refere a comunicação, enviada aos dois ministros.
“Esta sensação de insegurança é real e partilhada por muitos munícipes, sendo particularmente notória nas áreas de maior concentração turística, como a praia urbana da vila de Sesimbra. A presença visível e assídua de militares e o reforço de um policiamento de proximidade e preventivo são medidas essenciais para garantir a segurança de pessoas e bens, restaurar a confiança da população e assegurar um ambiente propício ao usufruto dos espaços públicos”, acrescenta no documento.
Com um cenário que “compromete a paz social”, mas também o próprio desenvolvimento económico da vila, já que a realidade empresarial do concelho é composta, maioritariamente, por hotelaria e restauração, a autarquia diz ter alertado, “por diversas ocasiões”, as entidades competentes, contudo, “pouco ou nada foi feito” para dar resposta às preocupações do município.
Deste modo, Francisco Jesus, pede também uma “avaliação urgente” de medidas estruturais de segurança. Para isso, o autarca mostra “disponibilidade total” para colaborar no que se entenda necessário, inclusive no pagamento de gratificados às forças de segurança, conforme já transmitido às entidades locais e regionais competentes.

